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No Futebol Brasileiro, O Exemplo Deve ser Nós Mesmos

In Cultura, Diversão, Esporte, Internacional, Sociedade on 15 de julho de 2014 at 14:20

Conversando sobre Copa com um amigo, ele me contou sobre quando viu a Copa de 82. Contei pra ele as minhas lembranças da Copa de 94 e da de 2002, principalmente os jogos entre Brasil e Holanda em 94 a final de 2002. Pensando no futebol que a nossa seleção apresentou nestas três ocasiões e comparando com a realidade atual das grandes seleções, praticamente chegamos juntos à mesma conclusão: A Espanha de 2010 e as Alemanha e Holanda de 2014 nos copiaram e a gente nem reparou.

O estilo é exatamente o mesmo. Disciplina tática, equipe bem distribuída em campo, um grupo de talentos, toque de bola envolvente, cozinhando o jogo, rodando a área até achar um espacinho. Resolvi dar uma olhada nos jogos de 82 pelo You Tube para somar com as minhas lembranças dos campeões de 94 e 2002. Não surpreendentemente, o estilo de jogo é esse aí. Foi fácil lembrar do êxodo de jogadores brasileiros à europa a partir da década de 90 e a grande evolução de um futebol quadrado e até mesmo duro que eles tinham até então. Os europeus estavam querendo copiar a gente. Jogar como nós jogamos. Lembrem-se do Real Madrid de Ronaldo e Roberto Carlos; do Milan de Cafú, Leonardo, Dida e Serginho e depois de Kaká e Robinho; e o Bayern de 2013 com Dante, Rafinha. Sem falar da quantidade de jogadores brasileiros que defenderam seleções estrangeiras durante todos esses anos.

O que os nossos jornalistas, e o restante das pessoas por consequência, não percebem é que existe uma realidade considerável quando eles brincam de dizer que a atual Alemanha é a mais brasileira das seleções. Eles procuram jogar como nossos times do passado. Vai lá ver um jogo de qualquer uma dessas Copas e compare. Compare com a Espanha de 2010. Compare com o Barcelona ou o Bayern de Munique. Eles alcançaram hoje o futebol que fazíamos desde, provavelmente, 1958.

A conclusão é óbvia. Quando nossos jogadores foram reforçar os clubes europeus, passamos a acreditar que eles eram melhores do que nós. Tentamos copiar o futebol europeu daquele tempo enquanto eles já sabiam que estavam se transformando para o futuro. O resultado foi que eles copiaram nosso melhor futebol e nós copiamos o pior futebol deles. A Alemanha de 2014 não é exemplo para nós. Nosso futebol deve ser exemplo para nós mesmos e ao invés de querermos jogar como Thomas Muller e Mario Gotze, devemos querer jogar como Sócrates, Falcão, Pelé, Garrincha, Romário, Bebeto, Ronaldo, Rivaldo. Pois esses alemães, espanhóis, italianos, portugueses, ingleses e até nossos vizinhos colombianos, argentinos, mexicanos; uma vez quiseram jogar como nossos heróis. E estão conseguindo aos poucos.

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