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Olhando Daqui Parece Coisa de Cinema

In Jornalismo, Meio-Ambiente, Política, Sociedade on 9 de abril de 2010 at 17:50

     A recente tragédia da chuva no Rio do Janeiro pegou a todos nós de calças curtas (ou de guarda-chuvas curtos). Recentemente os filmes de catátrofe parecem ter deixado de ser ficção científica e se tornando mais realistas do que uma comédia romântica ou um drama incidentais. Fato é que estamos à mercê dos intemperismos e dos humores cada vez mais voláteis de nossa mãe natureza. Culpa nossa, eu não sei (vide Ficção Científica? em Curtas da Semana II), mas acredito que as coisas estão tendendo para o irreversível. O debate poderia guinar para adoção de medidas de sobrevivência, mais do que qualquer outra coisa. A ideia é mobilizar recursos para que nossa impotência eterna diante da manifestações mais radicais da natureza seja minimizada. É como eu tenho comentado com amigos e familiares desde as chuvas em Santa Catarina, passando pelas nevascas no hemisfério norte e o calor excessivo que tem feito por aqui: a tendência é piorar. É certo que temos que preservar o meio-ambiente, claro, mas precisamos estar vivos para isso.

     Transmito uma pergunta que gerou polêmica em debates com colegas recentemente: é justo, correto e funcional que os recursos para reconstrução de áreas atingidas por catástrofes sejam maiores que os recursos para sua prevenção?

     Aproveito para expressar minha mais profunda perplexidade com a estupidez do poder publico que permitiu que as pessoas construíssem uma comunidade inteira sobre um antigo lixão ou aterro sanitário. Um bairro inteiro erguido sobre uma bomba relógio, e o governo de Niterói sabia disso. Depois vem Sérgio Cabral e Eduardo Paes colocando a culpa no pessoal que constrói em área de risco. Lamentável…

     Olhando daqui parece mesmo coisa de cinema… um filme bem desagradável!

  1. É muito mais fácil para os governantes inescrupulosos permitirem a ocupação de áres de risco pela população de baixa renda. Assim, eles não precisam se preocupar com políticas habitacionais. E, melhor ainda, na época das eleiçoes é só dar alguns sacos de cimento, umas barras de ferro ou 1 milheiro de tijolos, pra conseguir os votos necessários pra começar tudo de novo.
    Então, quando vem as catástrofes, é só por a culpa nos governantes anteriores e ainda ganhar créditos por aparecer na mídia muito sensibilizado com “tamanha tragédia” e prometer projetos e programas de reassentamento que nunca saem do papel.
    Em pouco tempo tudo volta a ser como era antes.

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