Acho sensacionais aqueles textos de músicos quando estão prestes a lançar um novo álbum. Os mais legais comentam faixa por faixa, em textos simples, não muito longos, falando sobre a vibe de cada canção, como foi feita e sobre o que ela fala. Não sou um super músico famoso, o álbum da minha banda não está sendo super aguardado, ninguém publicou matérias e a capa – revelada essa semana – não foi publicada em todas as revistas especializadas. Mesmo assim, com o EP da MONSTER GROOVES quase pronto, resolvi fazer um post sobre o disco, as músicas e as expectativas. Ei-lo:
O EP
Estamos nos preparando para trabalhar além de compor e divulgar nosso trabalho pela internet. A gente tem recebido apreciações muito positivas sobre nosso trabalho, nossas canções e nosso estilo. O EP vem para espalhar mais ainda nosso som, além do Facebook, do Soundcloud e do Myspace.
A CAPA
A arte de capa foi feita por um amigo designer muito competente, Daniel Pessoa. Ele mesmo tem curtido o nosso som e, baseado no estilo, procurou fazer um trabalho com uma cara meio funk, meio psicodelia com pitadas do que vem à cabeça quando se pensa em groove. Além da bela capa, o EP vem com mais surpresas. É esperar para ver!
AS MÚSICAS
Juggler: destaco nessa canção a letra bastante divertida, com passagens ousadas e uma história muito bacana. Para o baixo eu procurei desenvolver um arranjo que vai crescendo e aparecendo ao longo da música. O dudu mandou muito bem com a composição das guitarras e da melodia, além da bateria que complementa muito bem a atmosfera funkeada.
Monsters In The Attic: antes de começar a compor esta canção, eu já tinha a parte do côro pronta (Hey, I got monsters in the attic…), a letra completa e a melodia vieram junto com a vibe com a maior naturalidade. Misturar aquele acid jazz com house e funk não foi nada fácil. É a minha favorita, pelos arranjos, letra, detalhes e pegada. Ela tem um arranjo de baixo dos mais divertidos de tocar, e difíceis também.
Got a Number? (All This Time): a idéia, desde o início, era fazer um acid jazz com um toque sincopado. Nossa principal influência, o Jamiroquai, tem algumas músicas assim que serviram de inspiração como “Use The Force”. Eu até diria, pelo arranjo das guitarras, que ela tem uma levada de bossa. O baixo é uma mistura de walking bass com funk. Além disso, adoro letras de amor em canções mais alegres.
Dream’n Bass: essa foi a primeira canção a entrar no set da Monster Grooves. Na verdade o Dudu já tinha ela toda pronta, com um arranjo de baixo baseado só nas tônicas. O que fizemos foi acrescentar um baixo mais dinâmico e adequado e dar uma leve remasterizada para entrar na vibe da MG. Reconheço nela um Lounge “textbook”.
Highway 301: só teria como essa canção ser mais funk se tivesse sido gravada por James Brown nos anos 70. É claro que ela tem alguns elementos mais modernos, como o dueto de voz e instrumentos no fim das estrofes do refrão. A bateria é um elemento poderoso nessa canção, marca com definição e dialoga com liberdade ao lado dos arranjos em geral. Criei um baixo apoiando tanto a bateria quanto so riff de guitarra, só há destaque no refrão quando entra um slap na dinâmica da voz.
Far Beyond Our Own: outra das minhas favoritas. Me fez descobrir o quanto é difícil compor linhas e baixo para drum & bass. Simplesmente adoro a melodia dessa música, é leve como um lounge, mas o arranjo deixa a canção estupidamente dançante. O synth é belíssimo, dá uma space-vibe sensacional que, acompanhada da bateria, deixa uma atmosfera sideral única nesse tipo de música. Na parte final o baixo se reverte em um walking bass funkeado, acid jazz, por que não?
O EP da Monster Grooves está quase pronto, para mais informações e para escutar as canções acesse nossas páginas na web!
*A Monster Grooves é: Bernardo Ribeiro e Eduardo Araújo

Ei Bê! Estou na expectativa pelo EP! Vai dando notícias viu? Tudo de bom pra vocês! Beijos