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Lançando meu Primeiro Livro!

In Cultura, Diversão, Literatura on 17 de novembro de 2014 at 9:43

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No Futebol Brasileiro, O Exemplo Deve ser Nós Mesmos

In Cultura, Diversão, Esporte, Internacional, Sociedade on 15 de julho de 2014 at 14:20

Conversando sobre Copa com um amigo, ele me contou sobre quando viu a Copa de 82. Contei pra ele as minhas lembranças da Copa de 94 e da de 2002, principalmente os jogos entre Brasil e Holanda em 94 a final de 2002. Pensando no futebol que a nossa seleção apresentou nestas três ocasiões e comparando com a realidade atual das grandes seleções, praticamente chegamos juntos à mesma conclusão: A Espanha de 2010 e as Alemanha e Holanda de 2014 nos copiaram e a gente nem reparou.

O estilo é exatamente o mesmo. Disciplina tática, equipe bem distribuída em campo, um grupo de talentos, toque de bola envolvente, cozinhando o jogo, rodando a área até achar um espacinho. Resolvi dar uma olhada nos jogos de 82 pelo You Tube para somar com as minhas lembranças dos campeões de 94 e 2002. Não surpreendentemente, o estilo de jogo é esse aí. Foi fácil lembrar do êxodo de jogadores brasileiros à europa a partir da década de 90 e a grande evolução de um futebol quadrado e até mesmo duro que eles tinham até então. Os europeus estavam querendo copiar a gente. Jogar como nós jogamos. Lembrem-se do Real Madrid de Ronaldo e Roberto Carlos; do Milan de Cafú, Leonardo, Dida e Serginho e depois de Kaká e Robinho; e o Bayern de 2013 com Dante, Rafinha. Sem falar da quantidade de jogadores brasileiros que defenderam seleções estrangeiras durante todos esses anos.

O que os nossos jornalistas, e o restante das pessoas por consequência, não percebem é que existe uma realidade considerável quando eles brincam de dizer que a atual Alemanha é a mais brasileira das seleções. Eles procuram jogar como nossos times do passado. Vai lá ver um jogo de qualquer uma dessas Copas e compare. Compare com a Espanha de 2010. Compare com o Barcelona ou o Bayern de Munique. Eles alcançaram hoje o futebol que fazíamos desde, provavelmente, 1958.

A conclusão é óbvia. Quando nossos jogadores foram reforçar os clubes europeus, passamos a acreditar que eles eram melhores do que nós. Tentamos copiar o futebol europeu daquele tempo enquanto eles já sabiam que estavam se transformando para o futuro. O resultado foi que eles copiaram nosso melhor futebol e nós copiamos o pior futebol deles. A Alemanha de 2014 não é exemplo para nós. Nosso futebol deve ser exemplo para nós mesmos e ao invés de querermos jogar como Thomas Muller e Mario Gotze, devemos querer jogar como Sócrates, Falcão, Pelé, Garrincha, Romário, Bebeto, Ronaldo, Rivaldo. Pois esses alemães, espanhóis, italianos, portugueses, ingleses e até nossos vizinhos colombianos, argentinos, mexicanos; uma vez quiseram jogar como nossos heróis. E estão conseguindo aos poucos.

E Uma Semana Depois…

In Jornalismo, Política, Sociedade on 21 de junho de 2013 at 19:16

E passou-se uma semana desde que mostramos estar cansados de sempre dar a outra face. Que nos cansamos de dar sem receber. Estamos, pouco a pouco, pegando a legitimidade que transferimos aos nossos governos e colocando-a de volta em nosso bolso. Os seculares senhores e senhoras que atendem nossas necessidades, que garantem nossos direitos naturais, os objetivos e os subjetivos, estão desconcertados. De sorrisos amarelos reduzem passagens de ônibus. Se trancam em herméticos gabinetes de crise e discutem o sexo dos anjos tentando decifrar o código das ruas. Código, porque, provavelmente, eles não falam mais o mesmo idioma que nós. Há muito deixaram de ser pagadores de tributos para serem os coletores últimos das riquezas da nação. Deixaram a luta para trás, e fundaram um clubinho para receber Obamas, Putins, Merckels, Sarkozis, à doses de Don Perignon. Passaram a ocupar os lugares dos nobres do Império e da República Velha, e do alto do seu Frances são incapazes de ouvir e interpretar as vozes da rua, enfim pedido a algum aspone que diga “o que esse povo está querendo?”; que por sua vez diz “ônibus mais barato”.

Mas enquanto o povo começa a bradar uns “Fora Dilma” daqui, “Fora Lula” dali, “Fora Aecio” de cá, “Fora Anastasia” de lá; quero correr pela contramão. Gente, não é culpa deles. Todos os nossos políticos são vitimas, conscientes ou não, de um sistema que os conduz à corrupção passiva ou ativa que data da gênese primeira do “jeitinho brasileiro”. Enfim, somos vitimas de nós mesmos. De nossa furadinha de fila, de nosso ‘assina a chamada pra mim’, de nossas estacionadas rápidas em local proibido, de nossas ligadinhas pra um amigo adiantar nosso lado, do nosso contrata meu filho daí que eu te ajudo daqui. Nossa política nada de braçadas em esquemas institucionalizados de jeitinho brasileiro também. Ate aqueles que não são tão “jeitosos”, acabam entrando na brincadeira porque as regras do jogo dizem assim.

Vi pelas redes sociais afora, essa mesma crítica. Mesmo assim, como ela mexe com o brio de muita gente – pra não dizer todo mundo – ficou meio desprestigiada na profusão de brados que retumbaram. Sumiu no limbo.

E tem mais. Ate a pessoa mais humilde, que ascende a um cargo eletivo no Brasil, passa a viver depois em um estilo de vida de elite. Isso decorre, como eu já adiantei mais acima, do fato de que no Brasil Império e na Republica Velha quem podia ter cargo eletivo era membro da nobreza. Esse pessoal já vinha de um estilo de vida superior, estilo este que vem sido replicado desde então até chegar aos nossos atuais servidores públicos. A coisa é secularizada e institucionalizada. A droga que alimenta o vicio do nosso sistema é esta, não é partido, não é um político daqui ou dali, não é empresa privada, não é capital externo nem o financeiro. São as regras do nosso jogo que autorizam um sem número de barbaridades que nem estamos vendo.

Mas passou-se uma semana em que o povo assustou a instituição. Que a agência sacudiu a estrutura. E, talvez, a confusão de sentidos que é comum tanto aos que manifestam quanto aos que são postos de alvo, pode ter explicação em tudo o que eu disse aqui. Ou não, posso estar muito enganado, afinal de contas sou apenas mais um interpretando tudo isso.

Mas de uma coisa eu tenho absoluta certeza. Já não estamos mais satisfeitos com o rumo das coisas e o que quer que queiramos ou que nos derem para nosso futuro, sabemos de uma vez que tem que ser diferente disso aqui. Talvez, por enquanto, isso seja o que mais importa. Ou melhor, talvez o que mais importa de verdade foi um dos melhores resultados obtidos através de toda essa mobilização:

Deixamos a classe política inteira com medo.

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